na cidade dos passos perdidos
o tédio ensombra o céu, chovendo
 
solitárias
 
cansadas pingas
a vida dia a dia se movendo
sob a luz duma rotina qualquer
 
desanimada
 
repisando sonhos
gaivota perdida dum poiso de inspiração,
asas que nenhum vento chama mais alto
 
inconformada
 
bicando o tempo
porque adormecido o eterno calor
aceso no peito da curiosidade
 
inquietante
 
de ser mais-além
berro rebelde à vida torcida ao avesso
que urge despertar a cores num movimento
 
vibrante
 
de vivacidade
pedro freire de almeida